Nunca guardei dinheiro

Nunca guardei dinheiro
Nunca guardei dinheiro, mas me tornei uma investidora.

Eu gostaria de ter uma história mais romântica da minha relação com os investimentos. Algo como “eu sempre guardei dinheiro desde pequena e comprei meu primeiro carro antes de começar a trabalhar”. Mas estamos falando da vida real e não foi assim que aconteceu.

EU NUNCA GUARDEI DINHEIRO.

Quando fui trabalhar em empresas que tinham como política pagar o 14o salário, que comecei a fazer uma poupança – literalmente, uma poupança.

Com quase 30 anos, conheci o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e apliquei uma pequena quantia. Nem lembro quanto ganhei com isso, porque eu vivia tirando o dinheiro antes do prazo.

Cheguei a investir em um fundo que não rendia nada, então cancelei. Sempre fui a louca da previdência privada (falarei disso mais adiante) – era a única forma de guarda um pouco todo mês – o que não quer dizer que meus produtos eram bons. Eu simplesmente fazia por fazer.

Também havia uma merreca em uma LCI, que escolhi sem nenhum critério (hoje sei que, mesmo sendo renda fixa, esses ativos oferecem risco).

Para terem uma ideia, eu trabalho com o mercado financeiro desde 2010. Fui assessora de imprensa de algumas instituições e hoje trabalho com marketing digital. Mas foi há apenas seis meses que me descobri uma investidora.

Esse ano, comecei a trabalhar em uma empresa de publicações financeiras. Ler todo dia sobre finanças e investimentos só fez meu interesse crescer. “Afinal, aquilo também poderia ser pra mim?”, pensei. Antes, eu acreditava que só pessoas com muito dinheiro poderiam ser investidoras. Mas não é bem assim.

Em 2017, apliquei pela primeira vez no Tesouro Direto e em um fundo de ações (uau, que sofisticada). Outro dia, resolvi reunir numa planilha o que eu tinha espalhado por aí: previdência, CDB, LCI, poupança… e percebi que meu portfólio era bem diversificado (essa é uma palavra que os gurus do mercado financeiro falam com frequência. Vou usar também para me sentir importante).

Tenho certeza de que não tenho os melhores produtos hoje. Mas estou confiante de que tenho conhecimento suficiente para fazer melhores escolhas daqui para frente.

Minha intenção, e da Anita – minha parceira de aventuras nessa empreitada, é compartilhar com vocês um pouco do que aprendemos até agora, e aprendermos ainda mais, juntas.

Um abraço, Elaine.

Como me tornei uma investidora

Elaine Fantini


Jornalista por formação. Repórter não praticante. Amante da comunicação e do marketing digital. Investidora nas horas vagas.


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One thought on “Como me tornei uma investidora

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