reserva emergencia

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Quem acompanha a saga Game Of Thrones sabe que a vida vai ficar bem complicada na região de Westeros. Os caminhantes brancos, uma mistura de The Walking Dead e Piratas do Caribe, estão chegando com tudo.

Em Winterfell, Lady Sansa já preparou a reserva de emergência para estes tempos sombrios e mandou vir alimentos de todos os seus aliados.

Aqui na vida real, não estamos em uma situação muito diferente.

Nosso querido Brasil vive um momento de engata-desengata, que não sai muito do lugar. A economia patina, a política vive em outra dimensão de mandos e desmandos, enquanto a população brasileira sofre.

Ano que vem tem eleição e as incertezas aumentam ainda mais.

Algumas leitoras podem, nesse exato momento, estar sofrendo na pele a ausência de uma reserva de emergência, aquele dinheiro que deve ficar ali disponível para você usar sempre que precisar (para emergências – desemprego, cuidados médicos inesperados, prestação da casa – e não para um gasto supérfluo, para isso reserve outra quantia).

Os especialistas em planejamento financeiro aconselham que a reserva de emergência deva contemplar de 12 a 13 vezes o seu gasto mensal. Ou seja, você deve ter dinheiro suficiente para arcar com todas as suas despesas por pelo menos um ano.

Portanto, o primeiro e mais importante passo para construir uma reserva de emergência adequada é saber o quanto você gasta para viver em um mês e multiplicar por 12. Algo que você pode descobrir por meio do controle das despesas pessoais e orçamento doméstico.

Sabendo onde vai o dinheiro fica mais fácil cortar gastos desnecessários e economizar. E a partir daí, escolher onde aplicar esse excedente para que ele renda mais.

A Anita já deu uma pincelada no assunto em um artigo anterior. Mas vamos relembrar as opções de investimentos e tirar algumas dúvidas.

Opções de Investimentos para Reserva de Emergência

 

Tesouro Selic (LFT)

Este é um título público pós-fixado que rende a Selic efetiva ou 100% do CDI. A Selic efetiva é coisa de 0,10% mais baixa do que a Selic que você vê nos jornais sempre que tem reunião do Copom.

Se a decisão do Copom for que a Selic vai ser de 9,25% ao ano, o Tesouro Selic vai render 9,15% e assim por diante.

Importante: com o Tesouro Selic não tem como perder dinheiro (aeeee, aplausos). Sua rentabilidade só será negativa, se a taxa de juros (Selic) for negativa e estamos longe disso no Brasil.

Fundos DI

São fundos de renda fixa que aplicam no mínimo 95% do patrimônio em títulos públicos federais do Tesouro Direto ou em títulos privados de baixo risco.

Como a coisa funciona aqui: ao invés de você investir diretamente nos títulos públicos ou privados, uma gestora de recursos (que pode ser a do seu banco, inclusive) fará isso por você. O fundo será composto por vários papéis do Tesouro Direto e da dívida privada, sua rentabilidade será o resultado do rendimento de todos esses papéis.

Fique esperta: não aceite fundo DI com taxa de administração acima de 1% ao ano ou você corre o risco de ver sua rentabilidade ir pelo ralo. Se o seu banco não te oferecer um fundo DI com taxa de administração baixa, busque outro em alguma corretora independente ou invista você mesma direto no Tesouro.

CDB com liquidez diária

A grande vantagem do CDB com liquidez diária é que ele não cobra taxa de administração. O importante é você garantir um CDB que renda pelo menos 100% do CDI. Menos do que isso, pode não ser vantajoso, já que a LFT te dá 100% do CDI, como vimos acima.

Em todas essas opções há incidência de Imposto de Renda.

“Nossa, então vou deixar a poupança mesmo” – faça isso e veja seu dinheiro render menos.

Mesmo com a cobrança do IR, as opções acima são melhores que a poupança.

Reserva de Emergência: The Winter is Coming, Você está Prepadada?

Elaine Fantini


Jornalista por formação. Repórter não praticante. Amante da comunicação e do marketing digital. Investidora nas horas vagas.


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